Jardim dos Mestres

A Segunda Jóia do Dragão Amarelo

Agora apresentaremos a Segunda Jóia do Dragão Amarelo, que foi ensinada pelo Mestre Samael Aun Weor. Esta é uma prática muito importante. O objetivo desta prática é dominar, silenciar, tranquilizar a mente. Porém, esta é uma prática reflexiva, analítica.

O intelecto nos aprisiona e nos torna infelizes, somos vítimas da mente. Não é possível alcançar a felicidade através do intelecto, do raciocínio, da razão. Os momentos mais felizes de nossas vidas são aqueles em que a mente está em silêncio. É preciso dominar e silenciar a mente, pois a verdadeira felicidade está além da mente.

Existem muitas dúvidas em nossas mentes e destas dúvidas surgem os conflitos mentais, a repressão, o tormento. Enquanto continuarmos a evitar, a lutar contras as dúvidas, a rejeitá-las, a querer que elas desapareçam, só geramos sofrimento e fortaleceremos as dúvidas.

Esta prática consiste em dialogar com a mente, as dúvidas devem ser estudadas e analisadas até que não deixem mais nenhuma marca em nossas mentes. Com esta análise podemos ver se existe ou não algo de real, importante, concreto, verdadeiro em cada dúvida.

As dúvidas são importantes, pois se as utilizarmos para reflexão, para investigação, desenvolveremos maior clareza, lucidez, sabedoria. É preciso questionar, interrogar, investigar. Não podemos simplesmente acreditar em tudo que nos é dito, não podemos simplesmente aceitar assim, porque sim. Porém, precisamos ir além das dúvidas, caso contrário nos tornaremos céticos, perturbados.

Dialogar com a mente é uma técnica muito útil. Quando estivermos tentando aquietar a mente e ela ficar se perdendo em divagações, devemos dialogar com ela, interrogá-la com firmeza, de forma recriminatória e com uma postura imperativa devemos perguntar: “O que quer?”, “O que deseja?”, “O que anda buscando?”, “Por que não me deixa em paz?”, “Por que não fica quieta?”. Ela dará respostas, então deveremos estudar as respostas, formular novas questões, dialogar, aprofundar. Não devemos ficar apenas com estas perguntas sugeridas, elas são exemplos que servem bem para o início. As respostas algumas vezes são equivocadas, outras vezes podem possuir muita lógica, mas nem por isso revelam a verdade.

A verdade está além da tese e da antítese. Precisamos analisar e ir além dos conceitos da mente, da dualidade, além dos conceitos de bom e mau, certo e errado, alto e baixo, bonito e feio, gosto e não gosto, desejo e rejeito. Todos estes conceitos são ilusões da mente, são vazios, abstratos, subjetivos, dependentes.

Estamos muito identificados com a mente, nossos estados são dependentes dos pensamentos e de tudo que passa por nossa mente, precisamos nos tornar mais independentes dela. Enquanto acreditarmos que somos a mente, que somos nossos pensamentos, enquanto dissermos “meu pensamento”, “minha dúvida”, nada mudará. Para esta prática, precisamos nos distanciar um pouco, nos desidentificar da mente e conversar com ela como se fosse outra pessoa, uma pessoa estranha, desconhecida, que estamos tentando conhecer, entender.

Quando iniciamos uma meditação a mente se divide em duas partes: uma atenta e outra desatenta. Devemos dirigir nossa atenção para esta parte desatenta a fim de investigarmos o que ocorre. Nesta parte desatenta estão lembranças, desejos, recordações, emoções e preocupações. Esta parte desatenta é toda a agitação mental, conflito, confusão, dúvida, incerteza, incredulidade, inconsciência.

Para estabelecermos a ordem precisamos estudar a desordem. Para converter a parte desatenta em atenta, precisamos estudá-la. Assim, podemos chegar a quietude e ao silêncio mental. Mas antes de percebermos o que existe de desatento, precisamos perceber o que existe de atento.

Esta prática deve ser feita enquanto existir dúvida, conflito, confusão, batalhar de opostos em nossas mentes. Esta prática deve ser feita até que a mente fique quieta, em silêncio. É preciso vontade, firmeza, decisão, determinação, persistência. Este é um processo longo e gradual. O que existe de desatento, subconsciente ou inconsciente em nós não se tornará atento e consciente do dia para noite.

Em algum momento podemos ter a impressão de termos silenciado a mente, contudo, se nenhuma experiência divina acontecer, então a mente ainda não está totalmente em silêncio, em níveis mais profundos continua a se agitar. Sendo assim, devemos continuar com a prática.

Não devemos nem aceitar e nem rejeitar os pensamentos que surgem, precisamos apenas nos fazer conscientes deles quando surgirem. Quando fazemos consciência do que surge de desatento então ele se torna atento, de forma natural, sem luta.


[17] Deste de que seja vivido de forma reta, pura. Evidentemente que um adúltero está longe de qualquer caminho espiritual. Para aprofundar este tema de casamento ver O Matrimônio Perfeito do Mestre Samael Aun Weor.

[18] Estudar e conhecer a vida dos grandes místicos, dos grandes santos, dos mestres, yogues ou lamas da história traz muita inspiração.


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