Jardim dos Mestres

As Paramitas

As Seis Paramitas são as Seis Perfeições ensinadas pelo Budismo Mahayana. As paramitas são as chaves que podem nos levar para a outra margem. Os hábitos percebidos como negativos e inábeis devem ser abandonados e os hábitos benéficos, hábeis, devem ser desenvolvidos, cultivados.

As Paramitas são as seis virtudes que nos conduzem à Ética Superior, aos valores verdadeiros e transcendentais, não são apenas códigos morais, são valores ontológicos. Elas nos indicam um caminho para a outra margem, para a libertação, a paz, tranquilidade, felicidade.

A purificação do coração e da mente envolve a purificação das ações, a prática de virtudes. O desenvolvimento gradual das virtudes destrói as ilusões, traz cada vez maior clareza.

O grande mestre de Sabedoria, Samael Aun Weor, numa de suas conferências, lamentava que em sua época não teve acesso a nenhuma obra que tratasse das Paramitas.

Assim como é necessário ter disciplina para realizarmos nossas práticas, também é necessário ter disciplina para praticarmos ações corretas. Com a prática das paramitas geramos os méritos que abrem as portas do caminho.

A primeira paramita é Dana, a  generosidade,  que é desprendimento, altruísmo, renúncia. A prática do altruísmo é um antídoto para o egoísmo. Generosidade é doar, é doar-se. A verdadeira generosidade não espera nada em troca, não tem segundas intenções, não busca vantagens, não visa os frutos das ações. A generosidade está em atos simples como dar atenção às pessoas. A mais nobre das ações de caridade é ensinar a doutrina, mas para isso, primeiro precisamos compreendê-la e vivenciá-la.

A segunda paramita é Shila, a ética, mas não uma ética mundana e sim uma Ética Superior, transcendente, encontrada nos preceitos gnósticos e nos ensinamentos ocultos dentro de nós.

A terceira paramita é Kshanti, a paciência, a imperturbabilidade. Paciência é tolerância, é a capacidade de aceitar com resignação e serenidade a tudo que se apresenta em nosso dia-a-dia. Sem serenidade e paciência ninguém avança espiritualmente. Paciência é “receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes”.

A quarta paramita é Virya, o esforço, que é determinação, perseverança, constância, diligência, persistência, vontade, empenho. O esforço deve ser aplicado não só às tarefas espirituais, mas também às profissionais e às domésticas. Devemos realizar todas as tarefas com atenção, dedicação, objetividade, responsabilidade.

A quinta paramita é Dhyana, a meditação. Sobre meditação já falamos o bastante.

A sexta paramita é Prajna, a sabedoria, a compreensão, a percepção do vazio. Esta paramita é considerada a Mãe das Paramitas, pois nos traz consciência, percepção. Fé é sabedoria, não é crença. A sabedoria é o resultado do estudo da doutrina, da meditação e da prática de virtudes, da vivência do que é estudado e compreendido. Ler, ouvir e refletir sobre a doutrina, é assim que se constrói sabedoria. A constante reflexão traz profundidade, clareza de conceitos e dissolve as dúvidas.


12 de fevereiro de 2013

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