Jardim dos Mestres

O lugar é o contexto, é a história e a situação de cada personagem, a história e situação de cada local.

Em todo filme ou novela, podemos perceber que cada personagem está inserido em um contexto e que alguns grupos estão inseridos em contextos maiores. Um contexto está inserido dentro de outro maior, e assim por diante. Assim, o filme, ou a novela formam um grande contexto.

A condição social, cultural, regional, o trabalho, a religião, o estudo, formam o contexto em que vivemos. Alguns contextos podem ser alterados se assumirmos a responsabilidade por nossa situação, ao invés de nos vermos como vítimas de uma “realidade”.

Um contexto menor pode ser um ônibus ou um trem. Se não estivermos conscientes deste contexto, podemos agir de forma inadequada, podemos agir como se estivéssemos em um bar ou em uma festa.

O contexto também pode ser um templo. Se estivermos conscientes de que estamos dentro de um templo, então podemos agir de forma adequada, ter posturas adequadas, pensar de forma adequada, sentir de forma adequada.

O ambiente de trabalho também é um contexto. Se estivermos conscientes de que estamos neste contexto, não iremos agir como se estivéssemos em um circo, para ficarmos fazendo palhaçadas, e nem como se estivéssemos num ringue, para ficarmos brigando, também não vamos fazer escândalo ou tumulto.

Se estivermos nos auto-observando, atentos ao contexto em que estamos inseridos, ao contexto no qual estamos atuando, não vamos nos comportar de forma inadequada, não ficaremos num estado incompatível.

As situações nem sempre serão boas, agradáveis, favoráveis. Podem trazer sensações agradáveis, neutras ou desagradáveis. As situações são impermanentes, como cenas de filme, surgem e cessam, de acordo com as condições. As condições se desfazem, se esvaem, passam, estão em constante mudança.

As pessoas se apaixonam por outras numa situação, numa condição, e depois sofrem com as mudanças, sejam elas referentes ao corpo, às roupas ou aos acessórios.

Não importa se as situações são agradáveis ou desagradáveis, devemos apenas percebê-las, sem julgar ou criticar, sem desejar ou repudiar, sem reagir, apenas perceber e deixar que passem. Precisamos aceitar as coisas como são, sem desejar que sejam diferentes.

As situações não possuem habilidades ou qualidades próprias. Nossas mentes é que julgam, contam histórias e geram problemas. Nossa percepção sobre as situações é subjetiva. Nossa percepção é formada de impressões e representações que podem ser alteradas.


20 de janeiro de 2013

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