Jardim dos Mestres

Preconceitos Contra a Meditação

Acreditamos que a agitação e o entorpecimento da mente são os estados naturais, os estados corretos da mente. Contudo, é o estado meditativo que é o estado natural, o verdadeiro estado da mente pura.

Infelizmente, para muitas pessoas, a meditação está associada com tédio, com algo exótico, estranho. Olham-na como algo pouco interessante e relacionam sua prática a monges e religiões, principalmente as orientais.

Mas a meditação não é exclusiva das religiões orientais. No Cristianismo também encontramos as práticas meditativas. Porém, muitas destas práticas foram reservadas para aqueles que a Igreja Católica considerava como religiosos[1], ou seja, o clero católico ocultou muita informação do povo.

Na época de Santa Teresa de Ávila, época da Inquisição, os livros místicos, os livros que falavam de oração, de meditação e outras práticas espirituais, foram proibidos pelos inquisidores e o clero reservou para si o privilégio da oração e das demais práticas. Os poucos livros cristãos que atravessaram esse período são praticamente desconhecidos.

Assim, o desconhecimento e o preconceito religioso têm impedido que muitas pessoas se beneficiem desta e de outras práticas espirituais. Em verdade, a meditação não pertence a religião alguma.

Com isso, ocorreu que as pessoas aprenderam uma religião meramente informativa, apenas de ouvir ou ler, não tendo sido acostumadas às práticas. E, como não as aprenderam, acreditam que não sejam necessárias.


[1] A igreja considera como religiosos aqueles que fizeram votos, juramentos.


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