Jardim dos Mestres

Sujeito

De modo geral, acreditamos que nos conhecemos, que sabemos o que pensamos, o que sentimos. Pior ainda, acreditamos que estamos no controle destes processos.

Entretanto, quando começamos a nos observar, percebemos que não estamos no controle, percebemos que não temos controle algum.

Podemos dizer que estamos com raiva. As pessoas vivem dizendo que ficaram morrendo de raiva por isso ou por aquilo, disso ou daquilo. Mas isso não é estar consciente da raiva, não é estar consciente da origem e cessação da raiva, não é estar consciente dos efeitos da raiva em nós.

Na realidade, nem de longe estamos conscientes de nossas emoções, de nossos pensamentos, sentimentos ou sensações. Se estivéssemos conscientes de nossas emoções negativas, não ficaríamos apegados a elas.

Os pensamentos se multiplicam em nossas mentes, identificamo-nos com eles, então surgem as emoções negativas, os estados equivocados. E, ao fim desse turbilhão, muitas vezes, nem conseguimos saber o porquê das emoções que sentimos, o porquê do estado em que estávamos. Contamos alguma história, culpamos alguém ou alguma situação, e tudo fica justificado.

Somente com a auto-observação e a meditação é que podemos desenvolver o autoconhecimento.

Não podemos nos esquecer de nós mesmos, precisamos estar conscientes de nós, do que ocorre externamente e também internamente.


20 de janeiro de 2013

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