Jardim dos Mestres

O Satori

Ao desenvolvermos a concentração, podemos ter estados passageiros de felicidade, contentamento, bem-aventurança, seja durante uma prática de meditação formal, seja durante uma oração, seja contemplando a natureza, quando de repente olhamos uma árvore e ela parece radiante, cheia de vida e luz, seja caminhando pelas ruas, quando de repente percebemos que tudo parece estar em câmera lenta. Isso é bom, são experiências maravilhosas que só quem vivenciou compreende. Mas nada disto é satori. Por mais que estes estados possam durar certo tempo, ainda assim são impermanentes. A palavra utilizada para estes fenômenos, estados, lampejos de consciência, visões da verdade, é kensho.

Literalmente satori significa “compreensão”. Apesar de kensho, que significa “ver a natureza”, ser um termo muitas vezes utilizado como sinônimo de satori, na realidade, satori aponta para algo mais profundo e transformador.

Satori é a iluminação, não é apenas uma visão, não depende de um objeto de suporte. Satori não é uma experiência fantástica. Satori não é felicidade, nem contentamento, nem bem-aventurança, mas inclui tudo isso. Satori é a percepção do real, da verdade.


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